Key Takeaways

  • As plataformas de integração híbridas têm chamado a atenção dos mercados de transferência de arquivos e troca de dados, com alguns se perguntando se elas podem substituir as soluções tradicionais de MFT.
  • Isso pode vir a acontecer no longo prazo, mas as organizações que estabeleceram padrões de integração de longo prazo usando soluções MFT não podem abandoná-las imediatamente sem correr um risco significativo de sofrer prejuízos.
  • O MFT evoluiu mais uma vez, de modo que pode ser combinado com plataformas de integração híbridas, seja para o envio ou o recebimento de arquivos em um fluxo de trabalho mais amplo. Um exemplo perfeito disso é como o Axway SecureTransport e o Amplify Fusion podem trabalhar juntos.

Leia mais abaixo.

Trabalho com MFT há quase duas décadas. E, durante todo esse tempo, ouvi repetidamente que o MFT é uma tecnologia madura; que seria substituído por “X”; que só continua existindo porque os clientes não conseguem assumir o risco de abandoná-lo.

Esses críticos não estavam — e não estão — necessariamente errados. A base fundamental do MFT está enraizada em protocolos que remontam ao início dos anos 1970, e os cinquenta anos seguintes estão repletos de tecnologias que foram relevantes em seu tempo, mas ficaram pelo caminho.

Ainda assim, o MFT continua a impulsionar grande parte da economia, nossas redes de transporte, nossas fábricas e muito mais. Ele perdura, não por causa da incapacidade de abandoná-lo, mas porque o arquivo, como meio de dados, permanece, forçando o MFT a se adaptar a cada onda de modernidade.

A ascensão da integração híbrida 

Hoje, essa onda de modernidade atende pelo nome de integração híbrida — um termo guarda-chuva que engloba iPaaS, EAI (Enterprise Application Integration), ESB (Enterprise Service Bus) e outras abordagens. Todas descrevem ferramentas capazes de mover dados, arquivos e mensagens entre qualquer origem e destino, independentemente do formato. Frequentemente, essas soluções assumem a forma de plataformas de orquestração baseadas em nuvem, com marketplaces extensos de conectores que ligam desde Salesforce até SAP, bancos de dados Microsoft SQL Server e, cada vez mais, funcionalidades de IA integradas.

Na Axway, temos nossa própria plataforma de integração híbrida, o Axway Amplify Fusion, que está sendo usado por nossos clientes para conectar pontos finais que, no passado, talvez exigissem várias soluções ou um middleware para tradução. 

A integração híbrida está sendo liderada por um mercado que busca harmonizar e simplificar o mundo da integração, afastando-se dos silos do passado. Então, isso torna a integração híbrida uma ameaça para o MFT?
A resposta não é tão simples.

MFT e integração híbrida trabalhando juntas 

Sim, a integração híbrida pode mover, mapear e entregar arquivos. Em alguns casos, mas não em todos, ela pode até mesmo receber arquivos em protocolos MFT tradicionais, como FTP e SFTP. Mas “substituir” é uma palavra difícil no mundo da integração. É sinônimo de ruptura, risco e dor.  

Quando se analisa o panorama dos fornecedores de integração híbrida, a mensagem é que se está mudando para um novo mundo, mas sem um plano para o antigo. É estranho que, em alguns casos, grandes empresas ainda operem mainframes hoje em dia. A ideia de adotar um novo modelo da noite para o dia simplesmente não é realista.
O que é interessante é como o MFT está começando a oferecer conectividade com plataformas de integração híbrida e atua como uma ponte entre os mundos.  

Um ótimo exemplo disso é o Amplify Fusion, que possui umconector SecureTransport para dar suporte à integração entre os dois. Para muitos clientes que operam um gateway MFT como o SecureTransport e potencialmente recebem e enviam mensagens para milhares de parceiros comerciais por dia, a ideia de conectar o SecureTransport a uma plataforma de integração híbrida para ampliar seus recursos de integração, sem interrupções, é muito mais aceitável do que a substituição. 

Isso sem mencionar o histórico de segurança e os recursos de transformação de arquivos que continuam a existir no MFT e podem não estar disponíveis com tanta profundidade na integração híbrida.

Considere ambas as direções:

  • [8226],”469777803″:”left”,”469777804″:””,”469777815″:”hybridMultilevel”}” data-aria-posinset=”1″ data-aria-level=”1″>O parceiro comercial entrega arquivos à solução de gateway MFT da organização, como tem feito há muitos anos. Esses arquivos precisam ser inseridos no sistema SAP da organização para gerenciamento de pedidos. Anteriormente, isso era feito por um script em lote que convertia o conteúdo do arquivo em chamadas de API. Agora, o arquivo pode ser imediatamente transferido para uma plataforma de integração híbrida, transformado e entregue ao SAP. 
  • [8226],”469777803″:”left”,”469777804″:””,”469777815″:”hybridMultilevel”}” data-aria-posinset=”2″ data-aria-level=”1″>As faturas são geradas por um pacote de contabilidade, mas não são exportadas automaticamente após a criação. Uma solução de integração híbrida pode coletar as faturas via API, transformá-las em um arquivo XML ou outro formato comum e entregá-las ao gateway MFT para que o parceiro comercial as receba. 

Em ambos os nossos cenários, os dados chegam ou devem ser entregues em um formato de arquivo. É essa necessidade fundamental, aliada à prática estabelecida de usar uma solução MFT, que impulsiona a evolução do MFT para o mundo da integração híbrida.

Veja também: Descubra a orquestração empresarial em escala com o Amplify Fusion

Integração híbrida unificada 

A mensagem consistente que ouvimos de nossos clientes e analistas do setor é que a integração é complexa e que as soluções que compreendem a necessidade de simplificar complexidades sem substituir o que já existe são as que chamarão a atenção do mercado. 

A integração híbrida é interessante. A mensagem de conectar qualquer coisa, independentemente do formato, é algo que o mercado vem clamando há anos – mas ela não substitui o que já existe. A transição de um carro com motor a combustão para um elétrico exigiu primeiro o veículo híbrido.

No futuro, poderemos ver a absorção das tecnologias MFT, EDI e API na integração híbrida como microsserviços. Mas hoje e no futuro de curto e médio prazo, trata-se de preencher a lacuna.

Veja bem, o MFT teve que evoluir mais uma vez, porque o requisito fundamental permanece. Se um arquivo está em jogo, é o MFT que lidera o caminho.

Veja também: Sete ingredientes essenciais para a melhor solução de MFT

Perguntas frequentes 

O que é integração híbrida? 

A integração híbrida é a mais recente evolução do mercado de soluções de integração, que busca adotar uma abordagem unificada para integrar tudo com qualquer coisa. Focada principalmente em dados, em vez de formatos de arquivo, a integração híbrida é baseada em resultados, o que significa que sua abordagem consiste em construir enormes bibliotecas de conectores sem código para softwares disponíveis comercialmente.

Como a integração híbrida e o MFT podem trabalhar juntos? 

As soluções de integração híbrida normalmente possuem alguns recursos de gerenciamento de arquivos em um nível superficial. No entanto, para uma integração mais profunda em fluxos de trabalho baseados em arquivos, ainda pode haver a necessidade de MFT. No caso da Axway, podemos combinar o Amplify Fusion com o SecureTransport. No caso da Boomi, é possível combiná-la com sua solução de MFT, o Thru.

A integração híbrida substituirá o MFT? 

Talvez a longo prazo ou com mudanças suficientes nos fluxos de trabalho baseados em arquivos dos clientes, mas não no curto a médio prazo. A questão é de profundidade de capacidade e interrupção de uma solução que se tornou a espinha dorsal das operações de muitas organizações.  

Algumas soluções de integração híbrida defendem ingenuamente a migração total do MFT e de outras soluções para o híbrido, convidando à disrupção e ao risco. A Axway apoia a conectividade desses dois mundos para que possam coexistir e se complementar.

Como o SecureTransport e o Amplify Fusion funcionam juntos? 

Como a maioria das soluções de integração híbrida, o Amplify Fusion possui um marketplace de conectores, incluindo um para o SecureTransport. Isso traz o SecureTransport para os fluxos de trabalho do Fusion, oferecendo suporte à entrega e coleta de arquivos entre os dois.  

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