Quando o Banco Central do Brasil desenhou as primeiras diretrizes do Open Finance no início da década, a esmagadora maioria do mercado financeiro enxergou o movimento essencialmente como um grande desafio regulatório.
Hoje, o cenário é diferente. O ecossistema brasileiro comemora seu quinto aniversário consolidado como o maior e mais avançado sistema de finanças abertas do mundo. Ultrapassamos a marca de 100 milhões de clientes conectados, sustentando mais de 154 milhões de consentimentos ativos.
O Open Finance no Brasil, em 2026, deixou de ser uma agenda de conformidade para se tornar a base de novos modelos de negócios cooperativos. Grandes instituições financeiras, fintechs, gigantes do varejo e seguradoras (através da unificação com o Open Insurance) não atuam mais isoladamente. Entramos na era das finanças embarcadas (Embedded Finance) e do Banking as a Service (BaaS). Contudo, a maturidade deste ecossistema trouxe à tona o verdadeiro “teste de fogo” para a arquitetura de TI: a escalabilidade das requisições síncronas e o desafio de monetizar essa troca de dados.
O Ponto de Ruptura: Escalar o Tráfego Síncrono
Diferente das trocas eletrônicas de arquivos (batch) comuns no passado, o Open Finance exige respostas em tempo real. Quando um cliente final inicia um pagamento via Pix dentro de um aplicativo de mensagens, ou quando um varejista solicita uma avaliação de crédito no exato segundo do checkout no e-commerce, as APIs envolvidas precisam atuar de forma síncrona. Elas precisam orquestrar autenticação, validação de consentimento, verificação de saldo e liberação de transação em poucos milissegundos.
Com o volume crescendo para mais de 5 bilhões de chamadas semanais, as instituições que tentaram forçar todo esse tráfego a passar por um único gateway tradicional de APIs estão enfrentando gargalos estruturais. Latência alta, timeouts e quebras na jornada do usuário (o que chamamos de fricção) resultam no abandono imediato de transações comerciais. Para cooperar com parceiros externos e liderar o mercado, a infraestrutura de um banco não pode apresentar gargalos justamente no momento da conversão.
É nesse cenário de alta tensão e exigência de altíssima performance que a plataforma Axway Amplify oferece uma abordagem para enfrentar esse desafio .
Axway Amplify: Orquestração Federada para o Ecossistema Aberto
A proposta do Amplify frente aos desafios do Open Finance brasileiro reside no seu modelo de gerenciamento. Em vez de centralizar o fluxo de dados, o Amplify atua de forma inteligente por meio de um plano de controle centralizado que gerencia múltiplos gateways distribuídos, independentemente de estarem hospedados na AWS, Microsoft Azure, Google Cloud ou em servidores locais.
Essa arquitetura federada permite que a instituição financeira escale horizontalmente o processamento de requisições síncronas de maneira elástica. Se o mercado enfrenta um pico sazonal — como bilhões de interações cruzadas durante o mês da Black Friday — o Amplify aplica regras granulares de balanceamento e controle de limite de chamadas. Isso ajuda a evitar sobrecargas, garante maior fluidez para as requisições críticas e contribui para uma experiência consistente do usuário.
Segurança no DNA da Cooperação
Modelos cooperativos exigem que você abra as “portas digitais” do seu banco para terceiros. O Axway Amplify garante que essa abertura ocorra sob o rigoroso paradigma do Zero Trust. Cada uma das bilhões de requisições síncronas é validada instantaneamente pelas ferramentas avançadas de gerenciamento de consentimento do Amplify, respeitando os protocolos de segurança globalmente exigidos pelo setor financeiro, como o FAPI (Financial-grade API) e o OAuth2.
A instituição detém controle sobre quem acessa cada dado, garantindo compliance irrestrito com a LGPD e as normas do Banco Central, protegendo o ecossistema contra fraudes cibernéticas.
Da Conformidade à Monetização: Faturando com APIs Premium
Resolver a escalabilidade síncrona é a base tecnológica, mas o grande trunfo para os negócios em 2026 é a monetização. Os líderes do mercado financeiro entenderam que podem (e devem) ir muito além das APIs gratuitas e obrigatórias estabelecidas na regulação inicial do Banco Central.
Com um Portal de Desenvolvedor e os módulos de monetização (Amplify Engage) integrados à plataforma Axway, as instituições transformam suas APIs em produtos de alto valor agregado. Você pode empacotar e vender “APIs Premium” para parceiros de negócios.
Imagine cobrar de grandes varejistas ou corretoras pelo consumo de APIs que oferecem módulos completos de Banking as a Service, inteligência de crédito enriquecida por IA, ou predição antifraude avançada com base no comportamento consolidado. O Axway Amplify gerencia automaticamente os planos de assinatura, a medição volumétrica e o faturamento direto para cada parceiro cooperado. O que nasceu como um custo mandatório de compliance regulatório transforma-se, com a Axway, na sua frente de receita B2B mais lucrativa.
Com a Axway, a sua instituição passa a contar com recursos para escalar requisições síncronas massivas, aplicar governança implacável de dados e destravar o bilionário mercado de monetização de APIs através de modelos cooperativos reais.
O Brasil lidera as finanças abertas no mundo. Descubra como fazer o mesmo!
